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Justo Imóveis no Salão Imobiliário de São Paulo


A JUSTO IMOVEIS E NEGÓCIOS mais uma vez esteve presente em um evento nacional do ramo imobiliario. Desta vez, Gustavo Justo representou a empresa no SALAO IMOBILIARIO DE SÃO PAULO / CONVENÇAO SECOVI-SP.

O evento contou com a presença das mais renomadas Imobiliárias, Incorporadoras e Construtoras do pais.

Na Convenção Secovi, ministro Furlan critica burocracia que envolve transações imobiliárias

Titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior visitou o Salão Imobiliário São Paulo, que acontece em paralelo à Convenção , ao lado do presidente do Secovi-SP, Romeu Chap.

O ministro Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, participou na manhã desta sexta-feira, 15/9, da plenária O Futuro da Economia do Brasil e seus Reflexos no Mercado Imobiliário , que, sob a coordenação de Ricardo Yazbek, presidente da Fiabci/Brasil e vice-presidente do Secovi-SP, reuniu o ex-ministro da fazenda Maílson da Nóbrega, o jornalista econômico Luis Nassif e o empresário Walter Lafemina, presidente do Conselho Consultivo do Sindicato da Habitação.


Na sua fala, entre outros comentários sobre o momento econômico nacional, Furlan, além de defender a desoneração ao setor produtivo, criticou a burocracia que envolve as transações imobiliárias.

"A burocracia que existe hoje nessa área é fantástica. Tive há pouco tempo necessidade de registrar um imóvel e constatei que é algo desanimador. Por isso vem sendo analisado pelos membros do governo a questão do registro eletrônico. Precisamos inverter o processo. Em vez de o cidadão ter de correr atrás dos papéis, das certidões, vamos ter um registro eletrônico. Se no levantamento eletrônico aquele imóvel não tiver nenhum impedimento, não será preciso tantos papéis."

Extinção da Caderneta - A tendência é de que em um futuro próximo, a caderneta de poupança não seja mais o principal fomentador do crédito imobiliário. A previsão foi feita pelo ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. Ainda para ele, o crédito imobiliário tem tudo para deslanchar e passar a representar, no País, pelo menos 33% do PIB, como é a média mundial. "Hoje esse porcentual é de apenas 3%, o que mostra o campo que temos pela frente."

Ajustes - Luís Nassif, para quem o Brasil tem o plano de estabilização mais longo do planeta (12 anos), disse que está na hora de se fazer ajustes na política econômica. "Desde 1994 somos a bola da vez. É preciso ver o que falta para tornar isso uma verdade", analisou.

Desburocratizar - Oportunamente, Lafemina reivindicou ao ministro apoio no sentido de desburocratizar o sistema de financiamento de imóveis e aprovação de empreendimentos. "Parece que há um movimento orquestrado para impedir o crescimento, principalmente, nas questões ligadas ao meio ambiente", cravou.

Por dentro das novidades da locação

Painel da Convenção Secovi 2006 mostrou quais as principais diferenças na locação de imóveis no Brasil e nos EUA, e outras novidades no mercado Qual a grande diferença entre alugar um imóvel no Brasil e nos Estados Unidos?

Quais as novas modalidades de locação? Como está o desenvolvimento desse mercado? A quantas andam as locações especiais no País?

Estas e outras muitas questões foram abordadas na tarde de quinta-feira, 14, primeiro dia da Convenção Secovi 2006, à luz da palavra de especialistas do setor,alguns deles, diretores do Secovi-SP.

Abrindo a sessão, coordenada por Guilherme de Barros Monteiro Ribeiro, presidente do Capítulo Brasileiro do Irem - Institute of Real Estate Management, e diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Sindicato, Fred Prassas, presidente do Irem nos EUA, falou dos tipos de locação naquele país, bem como as mudanças ocorridas na modalidade, muito em função dos reflexos causados no setor de gerenciamento de propriedades pelo furação Catrina. "No segmento de apartamentos, a locação tem praticamente o mesmo perfil em todo o mundo", considerou o dirigente estrangeiro.

Prassas ainda listou uma série de documentos exigidos nos EUA para a consolidação de um contrato de locação, traçando uma comparação de valores de aluguéis em várias cidades norte-americanas, que, em alguns casos, podem ser bastante díspares. "É importante calcular como os imóveis negociados terão impacto na administração do prédio, por exemplo", disse.

A informatização é indispensável - o presidente do Irem Internacional ainda ressaltou a importância da informatização, por meio de softwares adequados, de todas as etapas do contrato de locação, mesmo até para garantir um acompanhamento dioturno e transparente em todo o processo. "Vejam vocês, num episódio como o do Catrina, se assim não fosse, todas as informações teriam sido perdidas. Por isso, a informatização externa é tão valiosa, inclusive para traçar parâmetros de avaliação de diversos imóveis", refletiu.

Legislação trouxe segurança ao mercado nacional - "Há 15 anos, praticamente nada mudou em termos de legislação no mercado brasileiro. E, num país como o nosso, esse fato é extremamente importante". Com essa afirmação, Jaques Bushatsky, diretor e membro do Conselho Jurídico do Sindicato, além de presidente do Conselho de Mediação e Arbitragem do Programa Qualificação Essencial - PQE do Secovi-SP, abriu sua palestra, endossando as palavras de Prassas. "Por aqui, a coisa funciona praticamente do mesmo modo como ocorre nos EUA".

Bushatsky deixou claro que atualmente existe muito mais liberdade em todas as etapas de negociação e elaboração de contratos de locação. "Pode-se escolher o índice mais adequado, a modalidade de garantia que as partes preferirem, e até mesmo os prazos. Tudo melhorou, e, hoje, a locação quase não precisa mais de advogados, mas sim de marqueteiros, para difundirem suas vantagens", disse.

Para diretor do Secovi-SP, hoje o problema no mercado de locações se concentra nas ações judiciais, mas aponta um dado positivo: "O Judiciário está entendendo cada vez melhor o problema criado pela demora nos processos de despejo, e também os números de ações movidas não é tão expressivo, considerando o montante de processos em outras esferas", afirmou.

Finalizando os trabalhos, Marcelo Valença, sócio da Almeida Bugelli e Valença Advogados Associados, comentou sobre a modalidade comercial de locação denominada "Built to Suit", na qual a procura antecede a oferta. "Nesse sistema, o locatário é que determina sua demanda para o empreendedor", declarou Valença. Ainda segundo o empresário, nessa modalidade o importante é saber se os valores agregados em determinado empreendimento poderão ser amortizados com aluguéis a longo prazo.

A Convenção Secovi 2006 continua até domingo, 17, no Anhembi (Capital), paralelamente ao São Imobiliário São Paulo. A "Semana Imobiliária" se encerra na noite de segunda-feira, 18, com a etrega do Prêmio Master Imobiliário, que ocorre no Clube Atlético Monte Líbano.


 


DNCom